A loja falsa é um dos golpes mais comuns do comércio eletrônico, e também um dos mais fáceis de evitar quando você sabe onde olhar. A receita é sempre parecida: um site de aparência profissional, um produto desejado por um preço muito abaixo do mercado e um pagamento que, depois de feito, não vira entrega nenhuma. Aqui você aprende a reconhecer uma loja fraudulenta em segundos e o que fazer se já comprou.
Como funciona
Criminosos criam um site que imita uma loja conhecida ou montam uma loja falsa do zero, com fotos, descrições e até avaliações inventadas. Esse site é divulgado onde você menos desconfia: anúncios em redes sociais, resultados de busca e mensagens.
Você encontra o produto que queria por um preço tentador. O site parece legítimo, então você paga, quase sempre por Pix ou boleto, que são os meios que o golpista prefere porque não permitem contestação fácil. A partir daí, o produto nunca chega, ou chega falsificado, e a loja simplesmente para de responder e sai do ar semanas depois.
O caminho do golpe
Como o dado vira fraude
- Anúncio ou busca leva a um preço irresistível
- Você paga, quase sempre por Pix ou boleto
- O produto não chega e a loja sai do ar
Como reconhecer
Nenhuma loja falsa resiste a uma checagem de dois minutos. Os sinais estão quase sempre à vista.
Se o preço é bom demais pra ser verdade, quase sempre não é verdade. O desconto é a isca.
Preço bom demais
Desconto muito acima do mercado, do tipo que não existe de graça.
Só Pix ou boleto
A loja evita cartão, porque cartão permite contestar depois.
Sem contato real
Não tem telefone, endereço nem CNPJ que você consiga verificar.
Site recém-criado
O domínio nasceu há poucos dias e a reputação não existe.
Caí no golpe. O que fazer agora?
Se você já pagou, o meio de pagamento define os seus próximos passos:
- Se foi boleto e ele ainda não foi compensado, simplesmente não pague. Se já pagou, guarde o comprovante.
- Se foi Pix, acione o seu banco imediatamente e peça o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central.
- Se foi no cartão de crédito, peça o chargeback à operadora, que é a contestação de uma compra não entregue.
- Reúna as provas, registre um boletim de ocorrência e reclame no Procon e no Consumidor.gov.br. Compartilhar o caso em sites de reputação ajuda a alertar outras pessoas.
Como se proteger
- Pesquise antes de pagar. Busque o nome da loja junto de golpe ou fraude e confira a reputação no Reclame Aqui.
- Verifique o CNPJ no site da Receita Federal e confira se o domínio é recente com uma consulta WHOIS ou no registro.br.
- Desconfie de preços irreais e de lojas que só aceitam Pix ou boleto. Prefira o cartão de crédito, que oferece proteção maior.
- Na dúvida, compre em marketplaces e lojas conhecidas. A pequena diferença de preço costuma valer a segurança.
A regra de ouro da compra on-line: pesquisar a loja custa dois minutos. Recuperar o dinheiro de um golpe custa muito mais, quando é possível.
Sites falsos também servem para roubar dados de cartão digitados no checkout, o que se conecta ao golpe da clonagem de cartão. Vale ainda conferir os vazamentos recentes que podem ter exposto seus dados de pagamento. No MyRiskGuard, a Golpepédia reúne o catálogo completo de golpes, sempre atualizado, pra você reconhecer o próximo antes de cair.