A clonagem de cartão é um golpe silencioso: na maioria das vezes, você só descobre quando uma compra que não fez aparece na fatura. Os dados do seu cartão podem ser capturados de várias formas, de um dispositivo escondido num caixa eletrônico a um site de compras falso. A boa notícia é que dá para reduzir bastante o risco com hábitos simples, e a lei te protege na hora de contestar. Aqui você entende como acontece, como reconhecer e o que fazer.
Como funciona
Existem vários caminhos, mas todos levam ao mesmo lugar: copiar os dados do seu cartão. No skimming, um dispositivo acoplado a um caixa eletrônico lê a tarja magnética, muitas vezes com uma câmera escondida filmando a senha. Em lojas e restaurantes, uma maquininha adulterada ou uma segunda maquininha captura os dados quando o cartão sai da sua vista.
No ambiente on-line, sites de compra falsos e páginas de phishing roubam os números digitados no checkout. E há ainda os vazamentos de dados de empresas, que colocam informações de cartão em circulação. Com os dados em mãos, o criminoso faz compras pela internet ou produz um cartão físico clonado.
O caminho do golpe
Como o dado vira fraude
- Um dispositivo ou site captura os dados do seu cartão
- Os dados são copiados sem você perceber
- Fazem compras ou criam um cartão clonado
Como reconhecer
Como a captura é discreta, o sinal costuma vir depois, na fatura. Mas há pistas no momento do uso também. Fique atento.
O primeiro teste do golpista costuma ser uma compra pequena. Conferir a fatura com regularidade é o que pega isso cedo.
Compra que você não fez
Uma transação desconhecida na fatura, às vezes de valor baixo pra testar.
Cartão que some da vista
O atendente leva o seu cartão para longe, onde você não vê.
Caixa eletrônico estranho
Peças soltas, teclado diferente ou algo acoplado à entrada do cartão.
Site sem cadeado
Uma página de compra sem HTTPS, onde os dados digitados podem vazar.
Caí no golpe. O que fazer agora?
Se apareceu uma compra que você não fez:
- Bloqueie o cartão imediatamente pelo aplicativo ou pela central do banco.
- Conteste todas as transações que você não reconhece. Você tem o direito de pedir o estorno de compras não autorizadas junto à operadora, dentro do prazo que ela informa.
- Peça um novo cartão, com número diferente do clonado.
- Registre um boletim de ocorrência e continue de olho nas próximas faturas, porque outras cobranças podem aparecer depois.
Como se proteger
- Prefira o chip ou o pagamento por aproximação, que são mais seguros que a tarja magnética.
- Cubra a mão ao digitar a senha e nunca deixe o cartão sair da sua vista em lojas e restaurantes.
- Ative os alertas de transação no aplicativo do banco. Assim você descobre qualquer compra estranha na hora.
- Para comprar on-line, use um cartão virtual descartável e só finalize a compra em sites com cadeado de segurança e boa reputação.
A regra de ouro do cartão: o golpista aposta que você não olha a fatura. Provar o contrário, com alertas ligados, é a sua melhor defesa.
A clonagem anda junto de outros golpes que miram o seu dinheiro, como o golpe do Pix e o golpe da loja falsa. Como muitos dados de cartão chegam aos criminosos por vazamentos, vale conferir os vazamentos recentes e o quanto você está exposto. No MyRiskGuard, a Golpepédia reúne o catálogo completo de golpes, sempre atualizado, pra você reconhecer o próximo antes de cair.