Golpe do falso sequestro: como manter a calma e o que fazer na hora

Se você está recebendo uma ligação dessas agora, respire fundo. Na imensa maioria dos casos é golpe, e o familiar está bem. O objetivo do criminoso é o pânico. Ganhar tempo já desmonta o golpe.

190a polícia, ligue mesmo na dúvida
181Disque Denúncia, sigiloso
prova de vidapeça antes de qualquer decisão

Se você está recebendo uma ligação dizendo que sequestraram alguém da sua família e exigindo dinheiro agora, pare um instante e respire fundo. Na imensa maioria das vezes, isso é golpe, e o seu familiar está bem. O criminoso não quer que você pense, ele quer que você entre em pânico e transfira antes de conferir. Entender isso já tira metade da força da ligação. Aqui você vê como reagir na hora, como confirmar que é golpe e o que fazer.

Como funciona

O criminoso escolhe um horário em que o seu familiar costuma estar sem atender, como o trabalho, a escola ou uma consulta. Ele liga de um número desconhecido afirmando que a pessoa está com ele, muitas vezes com gritos ou choro ao fundo, que podem ser gravações ou um comparsa.

A partir daí, tudo é feito para manter você no telefone e no medo. Ele proíbe você de desligar, de avisar a polícia ou de checar com outra pessoa. Costuma conhecer alguns detalhes da sua família, quase sempre tirados de redes sociais, o que dá um ar de verdade à história. Então vem a exigência: um valor específico, por Pix ou depósito, transferido imediatamente.

O caminho do golpe

Como o dado vira fraude

  1. Ligam de um número desconhecido dizendo ter um refém
  2. Mantêm o pânico e impedem você de checar
  3. Exigem a transferência do resgate imediatamente

Como reconhecer

O golpe se sustenta em um único ponto: impedir que você confirme onde o seu familiar está. Todos os sinais giram em torno disso.

O criminoso precisa do seu pânico. No instante em que você ganha tempo e confirma que a pessoa está bem, o golpe acaba.

  • Não deixam desligar

    A ligação te prende ao telefone e proíbe você de checar ou avisar alguém.

  • Não passam o familiar

    Dão desculpas e nunca deixam você falar de verdade com a pessoa.

  • Gritos e prazo curto

    Sons dramáticos ao fundo e uma exigência de dinheiro pra agora.

  • Pix imediato

    Um valor específico, transferido na hora, sem tempo pra pensar.

Caí no golpe. O que fazer agora?

Se a ligação está acontecendo agora, siga com calma:

  1. Mantenha a calma e ganhe tempo. Diga que precisa de um momento, que está reunindo o dinheiro. Não é fraqueza, é estratégia.
  2. Peça uma prova de vida: uma pergunta pessoal que só o seu familiar saberia responder. Golpistas travam nessa hora.
  3. Sem desligar, use outro telefone ou peça a alguém do seu lado para ligar para o familiar e para quem possa estar com ele.
  4. Não transfira dinheiro sob a pressão da ligação.
  5. Acione a polícia pelo 190, mesmo suspeitando de golpe, e denuncie no Disque Denúncia 181, que é sigiloso. Se já transferiu, acione o seu banco na hora e peça o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, e registre um boletim de ocorrência.

Como se proteger

  1. Combine uma palavra-código com a família, uma palavra simples que só vocês conheçam, para confirmar emergências de verdade.
  2. Reduza o que você expõe nas redes. Rotina, localização em tempo real e nomes de parentes são a matéria-prima que torna a ligação convincente.
  3. Tenha à mão os números de escola e trabalho dos familiares, para confirmar rápido onde a pessoa está.
  4. Converse sobre esse golpe com os mais velhos da família, que são o alvo preferido. Saber que a ligação existe é a melhor defesa contra o susto.

Você está no controle, não o criminoso. Desligar para verificar não coloca ninguém em risco: é exatamente o que faz o golpe desmoronar.

Esse golpe é o extremo de um grupo que explora emergências familiares. Ele é primo do golpe do familiar internado e do golpe do parente em dificuldade, e todos usam a mesma base de manipulação da engenharia social. Como os detalhes vêm de dados expostos, vale conferir os vazamentos recentes. No MyRiskGuard, a Golpepédia reúne o catálogo completo de golpes, sempre atualizado, pra você e a sua família reconhecerem o próximo antes do susto.

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Perguntas frequentes

Recebi uma ligação de sequestro. É golpe?

Na grande maioria dos casos, sim. O criminoso não tem ninguém, e aposta no seu pânico para você transferir antes de checar. O familiar quase sempre está apenas ocupado, sem sinal ou com o telefone no silencioso. Ganhe tempo e tente localizá-lo por outro caminho.

Não consigo falar com meu familiar durante a ligação. O que faço?

Peça uma prova de vida, uma pergunta que só o seu familiar saberia responder. Enquanto isso, sem desligar, use outro telefone ou peça a alguém do seu lado para ligar para a pessoa e para quem esteja com ela. O golpe cai quando você confirma que está tudo bem.

Devo pagar o resgate para garantir?

Não transfira nada sob a pressão da ligação. Sequestros reais são raros e conduzidos pela polícia. Acione a polícia pelo 190, mesmo desconfiando de golpe, e o Disque Denúncia 181, que é sigiloso.

Como preparar a família contra esse golpe?

Combine uma palavra-código que só a família conheça, para usar em emergências reais. Evite expor rotina e localização em tempo real nas redes, porque é de lá que o criminoso tira os detalhes que tornam a ligação convincente.